Embora algumas vozes afirmem que a madeira não é tão importante para a sonoridade de uma guitarra elétrica, como o é para um instrumento acústico, os luthiers das grandes marcas afirmam o contrário e provam-nos que cada tipo de madeira tem um som natural e que esse influencía a sonoridade final do instrumento.
Por esse motivo fabricamos as nossas guitarras manualmente da melhor madeira, com o cuidado de quem manuseia algo único que fará parte das nossas vidas durante muitos anos. Prometemos que não encontrará duas das nossas guitarras iguais, não são gotas de água, são objetos de arte, peças de coleção que ganham vida e têm uma alma, uma voz; respiram!
O nosso som é quente e vivo, melhorando com o tempo, como uma boa garrafa de vinho português.

Para os corpos das nossas guitarras utilizamos madeiras de Freixo, Sapeli (Mogno) ou Nogueira.
Por vezes também é necessário combinar tipos de madeira para atingir a sonoridade perfeita para um tipo específico de musica ou satisfazer uma exigência. As madeiras, são parte importante e, certamente, fazem a diferença.

A característica do Freixo é o de um som estridente, com agudos bem definidos e abertos. A Fender, desde as suas origens, a utiliza em seus modelos.
Para as nossas guitarras recorremos a esta madeira, geralmente se equipadas com Humbuckers para equilibrar tonalidades.
Já o Mogno, muito utilizado por marcas como a Gibson, tem um timbre suave e aveludado e pode, em muitos casos, combinar na perfeição com o Freixo. Tudo depende do que queremos obter.



Sendo o braço a parte mais crítica na construção de uma guitarra, devido à tensão das cordas,este deve ter características de estabilidade e densidade especiais. As madeiras de Bordo ou Mogno são as usadas na generalidade para os braços das nossas guitarras sendo fabricados por nós ou por profissionais exteriores que nos garantem a máxima qualidade. Quanto às escala, utilizamos a madeira de Jacarandá, Bordo, Ébano ou a Rosewood que produz médios aveludados e distintos.

Mas não nos ficamos por aqui, sempre que tivermos oportunidade de obter uma madeira nobre e que só por si seja já uma bela peça, certamente a iremos aplicar no corpo de uma Ebora Guitars, como também, se nos cruzarmos com uma madeira centenária resultante de alguma demolição, a testaremos e a deixaremos naturalmente exibir a sua idade no corpo de uma das nossas belas peças. O que nos move é mesmo a arte.

Se a beleza natural dos veios de uma bonita madeira é uma bênção, cobri-la de tinta opaca e verniz é quase um sacrilégio. Acreditamos que grossas camadas de pintura e verniz de Poliuretano ou Nitroceluloso, embora usados, não são a melhor opção para a sonoridade final do instrumento, daí termos investido num meio-termo e procurar-mos deixar as nossas guitarras tão naturais quanto possível, salvo algumas exceções em que o projeto assim o exija.
É para nós importante deixar a madeira respirar e que ela mostre a sua beleza, para que se possa sentir o pulsar natural de cada veio que um dia deu vida a uma árvore.